Confira aqui e conheça mais sobre alguns sintomas e descrições das doenças que mais atingem o olho humano.

Glaucoma Descolamento de retina Degeneração Macular Relacionada à Idade
Catarata Pterígio Conjuntivite
Terçol (Hordeolo) Olho seco Tracoma
Ceratocone Moscas Volantes Rejeição
Transplante de
Córnea em crianças
Recidiva de Distrofias Corneanas nos Enxertos Informações Científicas
Diabetes e o olho    

Glaucoma: doença causada pelo aumento da PRESSÃO INTRAOCULAR, resultante do acúmulo de humor aquoso, líquido que preenche o espaço entre a córnea , o cristalino e a íris. Por causas desconhecidas ocorre uma produção excessiva desse líquido ou uma diminuição dos orifícios por onde ele escoa. Com o aumento da pressão , surgem danos irreversíveis no nervo óptico. É uma doença indolor que vai diminuindo a visão periférica até provocar cegueira irreversível. Se descoberta a tempo, pode ser controlada com remédios que inibem a produção do líquido, ou por uma cirurgia que abre orifícios para seu escoamento.
Descolamento de retina: Quando ocorre um buraco na retina, o humor vítreo (gelatina que preenche o globo ocular), penetra pela mesma, separando a retina da parede do interna do olho e com isso formando uma mancha no campo de visão que pode aumentar em questão de horas ou dias. O descolamento de retina é uma doença que leva à cegueira irreversivel se não tratado adequada e rapidamente. O tratamento é a cirurgia e quanto mais rápida for a detecção do descolamento e o seu tratamento, melhores são os resultados. Outra forma de ocorrer o descolamento de retina é por tração, onde a gelatina vítrea puxa a retina, tirado-a do lugar. Esse tipo de descolamento ocorre em pacientes com retinopatia diabética.
Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI): a região central da retina, a mácula pode degenerar com o envelhecimento, prejudicando a parte mais importante da visãoque é a área de foco central. Existem dois tipos de DMRI: a forma seca e a forma úmida. Para a forma úmida atualmente existe tratamento eficaz que impede a perda da visão. Quanto mais cedo for o diagnóstico dessa doença e início do tratamento, melhores são os resultados.
Catarata: doença que turva gradativamente a visão. É comum nas pessoas mais idosas, mas também pode ocorrer em crianças e jovens. Seja qual for a causa ( trauma, congênita ou senil), o cristalino se torna opaco, impossibilitando a passagem de luz e consequentemente, diminui a visão e até provocar a cegueira. Não há tratamento clínico, apenas cirúrgico. Ele consiste na introdução de uma LIO, que fará o papel do cristalino, devolvendo a visão do paciente em mais de 90% dos casos.
Pterígio: caracterizado por uma "pelezinha" na superfície do olho, que cresce do canto para o meio, sobre a córnea. É causado em parte, pela luz do sol, poeira ou vento. Correção cirúrgica antes que alcance a pupila, podendo também estacionar sem a necessidade de cirurgia.
Conjuntivite: causa mais comum: penetração de um corpo estranho ou poeira excessiva, a irritação resultante provoca aumento de secreção e afluxo de sangue( traz células de defesa), além de corpos estranhos, certos microrganismos (bactérias/vírus), poderão também produzir efeitos semelhantes. Outros fatores: defeitos de visão, deficiências de iluminação, esforço prolongado e excessivo da visão e alergias.
Terçol (Hordeolo): mais frequente e mais conhecida afecção das glândulas localizadas na parte interna da pálpebra, produzida por microrganismos (estafilococos). Apresenta-se como um abcesso vermelho, intensamente doloroso, com pus em seu interior.
Olho seco: o filme lacrimal rompe-se prematuramente, deixando o epitélio (conjuntiva e córnea) exposto à atmosfera. Causas diversas: produção insuficiente das glândulas lacrimais, evaporação excessiva de lágrimas, etc.
Tracoma: forma de conjuntivite crônica, não tão comum. Costuma durar meses, ou até anos, e se não for tratado a tempo, pode provocar a cegueira. Transmissão: contato direto com pessoa contaminada, por objetos infectados ou ainda por moscas.
Ceratocone: desenvolvimento anormal de ambas as córneas, que apresentam formas cônicas, principalmente nas partes centrais, desenvolvendo-se sem sintomas de inflamação. Terapias: uso de óculos com lentes fortemente tóricas, lentes de contato rígidas, perfurações no ápice corneano, enxertos de camada na córnea, transplantes são indicados quando a acuidade visual com lente de contato está menor a ponto de interferir nas atividades normais do indivíduo.
Moscas Volantes e flashes de luz: as moscas volantes são pequenos pontos ou manchas que muitas pessoas costumam ver no seu campo de visão. Na verdade, essas manchas são opacificações na gelatina que preenche grande parte do olho, conhecida por vitreo. Embora pareçam estar à frente do olho, as Moscas Volantes que surgem em nossa visão, principalmente quando olhamos para um campo de cor uniforme como uma parede ou para o céu, estão flutuando inteiramente no olho e provocam uma sombra na retina, a parte sensível à luz, no fundo do olho. Os flashes de luz se parecem com um relâmpago ou um flash de máquina fotográfica que podemos ver mesmo de olhos fechados. O aparecimento repentino de flashes de luz ou dessas manchas, principalmente em grande número, pode significar a formação de um buraco na retina e daí o
início de descolamento de retina. O exame oftalmológico incluindo o
mapeamento de retina deve ser feito o mais breve possível.
Uveíte: o olho é formado por três camadas que envolvem a sua cavidade central. A camada mais externa é chamada esclera (a parte branca do olho). A camada mais interna é a retina (que é sensível à luz e transmite as imagens ao nervo ótico). A camada do meio é chamada úvea, do grego, uva. Tem esse nome, por assemelhar-se a uma uva descascada. A úvea possui muitos vasos sanguíneos e é responsável pela nutrição do olho. Quando a úvea sofre uma inflamação, diz-se que há uma uveíte. Uma vez que a úvea está em contato com muitas partes importantes do olho, sua inflamação pode provocar problemas de córnea, na retina ou na esclera. É, portanto, um grande risco para sua visão.
Blefarite: é uma inflamação na linha dos cílios. Os cílios nascem em torno dos olhos e nessa parte existem pequenos poros por onde a secreção oleosa e transpiração saem. Quando esses poros ficam entupidos, devido geralmente a infecções por estafilococos ou excesso de secreção gordurosa pelas glândulas de Meibômio, ocorre a blefarite. Para tratá-la, é recomendada a limpeza dos cílios.
Ceratoprótese: é indicada em casos de alterações cicatriciais severas com perda total dos fórnices e vascularização profunda. Embora a ceratoplastia penetrante tenha pequena chance de sucesso, a ceratoprótese pede significar a única esperança de visão útil em pacientes com doença bilateral,.
Embora ceratoprótese apresente bons resultados a curto prazo, os resultados a longo prazo são desanimadores. Complicações sérias e comuns incluem vitreíte estéril, formação de membrana retro-protética, glaucoma, endoftalmite e extrusão da prótese.
Devido à ocorrência de severos problemas pós-operatórios e visão pobre obtida, a ceratoprótese é indicada somente em pacientes cegos bilaterais com prognóstico com outras cirurgias reconstrutivas extremamente pobres; e não deve ser considerada na existência de módico prognóstico para restauração de visão com ceratoplastia penetrante ou quando existe alguma visão útil no outro olho.

Rejeição:
• Principal causa de falência secundária
• Afeta 25% dos receptores (20% destes de forma irreversível)
• Maior incidência no primeiro ano de pós-operatório

IMUNOLOGIA

• Antígenos HLA = principais mediadores de compatibilidade tecidual entre o doador e o receptor.
• Antígenos classe I (HLA-C) = presentes no epitélio corneano, estroma e células endoteliais; interagem com linfócitos T cititóxicos, que são primariamente responsáveis pela destruição celular associada à rejeição do enxerto.
• Antígenos classe II (HLA-D / DR) = ligados a células apresentadoras de antígenos, do sistema linforeticular, como as células B. Estas ativam células T, macrófagos e monócitos, além de células dendríticas como as de Langerhans corneanas, presentes em maior densidade na periferia do epitélio corneano.

QUADRO CLÍNICO

• Epitelial = edema epitelial e/ou linha epitelial elevada e irregular (cora com fluoresceína e rosa bengala)
• Sub-epitelial = infiltrados sub-epiteliais, somente no botão doador.
• Estromal = edema estromal e/ou infiltrado celular.
• Endotelial = pks recentes e/ou linha de leucócitos no endotélio (linha de Khodadoust). É a mais significante das rejeições, pois pode levar à falência do enxerto. Sintomas incluem baixa de acuidade visual (principal indicador), hiperemia, dor, fotofobia e lacrimejamento.

A falência de enxerto é decretada 3 a 4 semanas após tratamento tópico máximo sem melhoras dos sinais da rejeição endotelial.

Transplante de Córnea em crianças: apresenta problemas especiais. Desenvolvimento de ambliopia e a presença de anormalidades oculares concomitantes resultam em baixa visão, mesmo em um enxerto tecnicamente bem sucedido. Melhorias na anestesia pediátrica e o reconhecimento de que o desenvolvimento de ambliopia decorrente de doenças do segmento anterior congênitas e da infância é o maior obstáculo para visão útil permitiram que a ceratoplastia penetrante fosse realizada em neonatos tão precocemente quanto 2 semanas após o nascimento. Aumento do conhecimento dos problemas especiais associados com enxertos pediátricos e avanços nas técnicas cirúrgicas aumentaram a perspectiva para os transplantes de córnea e permitiram intervenções cirúrgicas mais freqüentes e precoces.
O enxerto de córnea em crianças menores de 2 anos está associado a rápida neovascularização, especialmente ao longo da sutura, que assim necessita remoção até 2 semanas após a cirurgia. A parede do olho é extremamente flácida nesta idade e colapsa facilmente durante a cirurgia, quando a córnea é retirada. Outro problema comum se refere à saliência anterior do diafragma irido-lental, resultando às vezes em saída espontânea da lente.
Um anel escleral é crucial para prover suporte adicional, principalmente em neonatos, e a pressão vítrea pode ser reduzida durante o pré-operatório com massagem, compressão ocular ou agentes hiperosmóticos.
Adaptação precoce de lentes de contato e terapia oclusiva são necessários para evitar a formação de ambliopia em crianças com afacia monocular.
Glaucoma pós-operatório, trauma auto-induzido e rejeição são extremamente comuns, e pacientes pediátricos têm que ser acompanhados de perto após a cirurgia, e sedação ou anestesia geral são habitualmente necessários para exame detalhado e remoção de suturas.
Recidiva de Distrofias Corneanas nos Enxertos
• Reis-Büclers = pode recorrer 10 a 15 anos após a ceratoplastia penetrante (CP).
• Granular, Macular e Lattice = podem recorrer geralmente uma década após a CP, com a distrofia Lattice sendo mais comum que a Macular e a Granular.
• Avellino
• Cristaliniana Central de Schnyder
• Polimorfa Posterior = sua recidiva pode resultar na formação de uma pseudomembrana na superfície posterior do enxerto, 1 a 2 anos após a CP.
• Fuchs = sucesso se houver ausência de neovasos corneanos no momento da cirurgia, com prognóstico excelente a longo termo. O aparecimento de guttatas no enxerto após muitos anos pode significar simplesmente a presença de uma distrofia latente ou degeneração do próprio tecido doador.
Informações Científicas: você sabia que a primeira ceratoplastia penetrante realizada com êxito em humanos foi em 1906 ? Efetuada por E. Zirm, foi feita com tecido proveniente de um olho de doador vivo que necessitava de enucleação.
Avanços nas técnicas e instrumentos cirúrgicos, além da introdução de antibióticos e corticóides na década de 50, aumentaram significantemente a taxa de sucesso de transplantes de córnea. Consequentemente a demanda por tecidos aumentou. De um lado, a oferta de tecido aumentava com a possibilidade do uso de olhos de cadáveres humanos. De outro lado, era necessário aumentar o tempo de armazenamento do tecido cadavérico com manutenção da integridade do endotélio corneano.
Por volta da década de 70, surgiram 2 métodos de armazenamento dos botões córneoesclerais humanos: armazenamento hipotérmico e preservação através de meios de cultura de tecidos.
Atualmente, a ceratoplastia penetrante é o procedimento de maior sucesso entre os transplantes, com taxa de sobrevida tecidual de 2 anos em mais de 90% dos casos de enxertos primários em córneas avasculares.

Diabetes e o olho: o diabetes é uma das principais causas de cegueira irreversível. O diabetes pode acometer o olho de várias formas: formação de catarata, retinopatia diabética (atinge a retina) e máculopatia diabética (área central da visão). Destacamos que o início da retinopatia diabética não traz nenhum sintoma para o paciente e este em geral está enxergando muito bem. Essa fase é a melhor hora para ser examinado, pois quando a retinopatia diabética é pega na hora certa, o tratamento evita a cegueira em mais de 95% das vezes. Ao contrário, quando o paciente espera para ter algum sintoma relacionado à doença para ir ao médico, a efetividade do tratamento é muito menor e, infelizmente, em muitos casos não é possível evitar a cegueira. Assim é recomendado que todo paciente diabetico tenha a retina examinada por meio do exame Mapeamento de Retina, que deve ser feito pelo menos uma
vez por ano.

 
 
 

 

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