Otite Média
Secretora
Epistaxe Sinusite
Rinites Faringo-Amigdalites Vertigem
Otite Média Crônica    

Otite Média Secretora : A Otite média secretora, também conhecida como otite média com efusão, serosa ou mucóide, é caracterizada pela presença de efusão na orelha média com membrana timpânica íntegra e sem seinas de infecção aguda.

A presenção de efusão na orelha média é acompanhada por perda auditiva do tipo condutivo. A perda auditiva tem maior importância em duas fases da vida da criança: entre 2 e 3 anos, quando pode acarretar atraso na aquisição da linguagem falada e na idade escolar, entre 6 e 7 anos, quando pode trazer prejuízo na aquisição da linguagem escrita, dificultando o aprendizado.
Epistaxe: Epistaxe é a urgência otorrinolaringológica mais frequente, definida como qualquer sangramento proveniente da mucosa nasal. Apresenta prevalência ao redor de 10 a 12%. Estima-se que aproximadamente 60% da população geral já apresentou algum tipo de sangramento nasal.

Na maioria das vezes, a hemorragia é controlada facilmente, mesmo sem auxílio médico. Apenas 6% dos casos necessitam de intervenção do especialista para conter o sangramento, e somente 1% necessita de internação hospitalar, com taxa de mortalidade menos que 0,01%.
Sinusite: Os processos inflamatórios e infecciosos que atingem as cavidades paranasais são denominados sinusites. A conformação ósseo facila, com a cavidade nasal e paranalsal, que apresentam particularidade muito especial - espaços amplos com pequenos orifícios para arejamento e drenagem de secreções -, denotam que pequenas obstruções tornam-se foco de processos infecciosos que requerem cuidadosa terapêutica clínica.
Rinites: Rinite é a inflamação da mucosa de revestimento nasal, caracterizada pela presença de um ou mais dos seguintes sintomas: congestão nasal, rinorréia, espirros, prurido e hiposmia.

As rinites podem ser classificadas, quanto ao tempo de permanência dos sintomas, em: Aguda, quando os eventos se restringem a um tempo inferior a três semanas, Subaguda, até três meses, e Crônica, acima de três meses. Descrevendo as principais afecções que acometem o nariz: rinite viral (resfriado comum), rinite alérgica, rinite eosinofílica não-alérgica, rinite medicamentosa, rinite vasomotora, rinite atrófica e rinite de causa hormonal.
Faringo-Amigdalites: O anél linfático de Waldeyer é constituído pelas amígadalas palatina, faríngea, lingual, tecido linfático peritubário e pela granulação para-faríngea. Embora não seja totalmente conhecida, a função primária das amígdalas palatinas parece ser a de um órgão linfóide periférico (produzem as 5 classes de imunoglobulinas, IgG, IgM, IgA, IgD e IgE), privilegiadamente localizadas no trajeto dos sistemas respiratório e digestivo, cuja função é coletar informações antigênicas.

A faring-amigdalites são mais comuns em épocas ou meses frios, e a forma viral é a mais frequente em crianças menores. A faringo-amigdalite infecciosa bacteriana é pouco frequente em crianças menores de um ano, aumentando progressivamente sua incidência após os dois anos. Porém, a frequência desses eventos tende a aumentar na fase pré-escolar e escolar quando há associação de processos alégicos.
Vertigem: Vertigem é a falsa sensação de objetos girando ao redor, ou de a cabeça estar girando. Ela é uma forma específica de tontura, que pode ser definida como uma sensação errônea de deslocamento no espaço.

O equilíbrio corporal é resultante da integração de informações proprioceptivas (dos tendões, músculos e articulações), visuais e vestibulares, que ocorre no sistema nervoso central (SNC). A tontura surge quando informações a respeito do movimento corporal (fornecidas pelas terminações proprioceptivas) e do movimento ocular (produzidas pelos nervos oculomotor, troclear e abducente) entram em defasagem com informações provenientes do labirinto. Ela pode ocorrer de forma súbita ou crônica, por disfunção em qualquer um desses três sistemas aferentes.
Otite Média Crônica: A otite média crônica (OMC) tem sido definida sob os aspectos clínico, histopatológico e cronológico.

Sob o ponto de vista clínico, é caracterizada pela presença de perguração permanente na membrana timpânica, associada ou não à doença inflamatória na orelha média e/ou mastóide. Pode ou não existir secreção, isto é, otorréia contínua ou intermitente.

Histologicamente, ocorrem alterações teciduais irreversíveis do revestimento mucoperiosteal na orelha média, tuba auditiva e espaços pneumatizados do osso temporal, como: espessamento, edema, formação de tecido de granulação, hipoplastia, displasia, granulomas, associados ou não à perfuração da membrana timpânica.
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